Bares e restaurantes com mais de 60 anos em BH: TOP 5

Está procurando lugares que tenham mais do que boa comida e bebida? Conhecer bares e restaurantes com mais de 60 anos em BH é uma maneira especial de descobrir a história da capital mineira por meio de sabores, encontros e memórias.

Em Belo Horizonte, alguns estabelecimentos atravessaram décadas, acompanharam mudanças nos bairros e sobreviveram às transformações dos hábitos gastronômicos sem abandonar suas principais características. São casas onde receitas tradicionais, petiscos, sanduíches e pratos típicos dividem espaço com histórias de famílias e gerações de clientes.

Mais do que pontos para comer, esses endereços fazem parte da identidade cultural de BH e ajudam a preservar a famosa tradição boêmia da cidade. Neste roteiro, você conhecerá cinco bares e restaurantes com mais de 60 anos em BH que permanecem relevantes ao longo do tempo. Do Bar do Orlando ao Maria das Tranças, cada parada revela uma faceta diferente da gastronomia e da vida social de Belo Horizonte.

Bares e restaurantes com mais de 60 anos em BH: Tradição que atravessa gerações

Veja então quais são os bares e restaurantes com mais de 60 anos em BH que continuam preservando sabores, histórias e costumes da capital mineira. Esses estabelecimentos fazem parte da memória gastronômica da cidade e mostram como receitas tradicionais, atendimento acolhedor e ambientes cheios de personalidade conseguem conquistar diferentes gerações ao longo das décadas.

Bar do Orlando: Mais de um século de história em Santa Tereza

Entre os bares e restaurantes com mais de 60 anos em BH, o Bar do Orlando ocupa um lugar especial. Sua trajetória começou em 1919, quando o estabelecimento era conhecido como Bar dos Pescadores.

Uma história ligada aos antigos viajantes

O bar surgiu às margens do Rio Arrudas, em uma época em que a região tinha uma dinâmica muito diferente da atual. Localizado nas proximidades da Praça Cardoso, em Santa Tereza, o estabelecimento recebia pessoas que utilizavam a região como ponto de passagem antes de seguir de trem para localidades como Sabará e Roças Grandes.

Imagem mostra porção de torreminho servido em um dos restaurantes com mais de 60 anos em BH.
Foto:Pixabay

Muitos desses viajantes tinham como destino as áreas próximas ao Rio das Velhas, onde costumavam pescar. Uma parada para beber uma pinga fazia parte desse percurso e ajudou a estabelecer a relação do local com a vida cotidiana de Belo Horizonte.

De Bar dos Pescadores a Bar do Orlando

A transformação mais marcante ocorreu na década de 1980, quando Orlando Siqueira adquiriu o negócio de seu tio, Pedro de Assis. Foi nesse período que o estabelecimento passou a ser conhecido pelo nome que conserva até hoje.

A antiga venda de anzóis e os peixes fritos deram espaço gradualmente a uma proposta mais próxima do tradicional boteco mineiro. Cerveja gelada, tira-gostos e conversa entre amigos passaram a formar a identidade do lugar.

Um boteco que atravessou gerações

Atualmente, o Bar do Orlando mantém sua importância na cena boêmia de Santa Tereza. O público é bastante diversificado, reunindo moradores antigos, jovens e visitantes interessados em conhecer um dos estabelecimentos mais tradicionais da capital.

Mais do que um lugar para tomar uma cerveja, o bar representa uma parte da memória gastronômica de BH.

Tip Top: Tradição desde 1929

O Tip Top é outro endereço que ajuda a contar a história da gastronomia de Belo Horizonte. Fundado em 1929 por uma imigrante da antiga Tchecoslováquia, o estabelecimento construiu uma identidade marcada pela combinação entre referências europeias e sabores apreciados pelos mineiros.

Uma história marcada pelo protagonismo feminino

Uma das características que tornam o Tip Top especial é a participação feminina em sua trajetória. Desde os primeiros anos, mulheres estiveram à frente do negócio, algo que contribuiu para construir uma identidade própria dentro da tradicional cena boêmia belo-horizontina.

Ao longo das décadas, o bar conquistou diferentes gerações de frequentadores e tornou-se conhecido pela atmosfera descontraída e pelos petiscos.

Influência alemã na gastronomia

A cozinha do Tip Top combina elementos da culinária alemã com influências mineiras. Essa mistura aparece principalmente nos petiscos e embutidos, que fazem parte da identidade gastronômica da casa.

O estabelecimento também é associado à popularização das porções de embutidos nos botecos de Belo Horizonte, ajudando a diversificar o repertório de petiscos encontrado na cidade.

Cantina do Lucas: gastronomia, boemia e cultura no Maletta

Fundada em 1962, a Cantina do Lucas é um dos restaurantes que melhor representam a ligação entre gastronomia, cultura e vida boêmia em Belo Horizonte.

Instalada no Edifício Maletta no Centro, a casa acompanha há décadas a movimentação de um dos espaços mais emblemáticos da vida cultural da capital.

Um restaurante que se tornou patrimônio cultural

A importância histórica da Cantina do Lucas ultrapassa a gastronomia. O estabelecimento foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Belo Horizonte em 1997, consolidando sua importância para a memória da cidade.

Ao longo dos anos, suas mesas receberam diferentes públicos e serviram de cenário para conversas, encontros e manifestações culturais.

Pratos que construíram a fama da casa

A cozinha da Cantina do Lucas valoriza ingredientes frescos e molhos preparados no próprio restaurante. Entre os pratos tradicionalmente associados ao estabelecimento estão o Filé Surprise, Filé à Parmegiana, Peixe ao Comodoro e Filé Olímpio.

As massas também ocupam espaço importante no cardápio, com opções como o Tagliarini à Parisiense. Essa variedade ajudou a transformar a cantina em um endereço conhecido por quem procura uma experiência gastronômica tradicional no Centro de BH.

Xodó: O sabor de seis décadas de hambúrgueres em BH

Quando se fala em estabelecimentos tradicionais de Belo Horizonte, o Xodó merece destaque por ter ajudado a construir a cultura das hamburguerias na capital.

Imagem mostra um delicioso hambúrguer com fritas.
Foto: Pixabay

Fundado em 1962, o estabelecimento é reconhecido como a primeira hamburgueria de Minas Gerais e conquistou diferentes gerações com uma proposta inspirada nas lanchonetes norte-americanas.

A primeira hamburgueria de Minas Gerais

Em uma época em que o hambúrguer ainda não tinha a mesma popularidade que possui atualmente, o Xodó apostou nesse tipo de lanche e ajudou a introduzi-lo de maneira mais forte no cotidiano gastronômico de Belo Horizonte.

Os hambúrgueres e milk-shakes se transformaram em marcas importantes da casa, criando uma relação afetiva com clientes que frequentaram o estabelecimento ao longo de décadas.

Uma tradição que acompanhou as mudanças

Mesmo mantendo sua identidade, o Xodó também incorporou novas alternativas ao cardápio. Além dos tradicionais lanches, passaram a fazer parte da proposta opções de refeições, sorvetes e alternativas vegetarianas.

Essa capacidade de acompanhar as mudanças nos hábitos alimentares contribuiu para manter o estabelecimento relevante ao longo do tempo.

Maria das Tranças: 75 anos de tradição mineira à mesa

Poucos pratos representam tão bem a culinária mineira quanto um frango preparado de maneira tradicional. No Maria das Tranças, essa receita ganhou fama e se tornou parte de uma história que começou em 1950.

Das necessidades de uma família para um restaurante tradicional

A história teve início em 15 de agosto de 1950, no bairro São Francisco. Na época, Dona Maria Clara criou o Restaurante Bolero como uma forma de sustentar sua família.

A cozinha tinha como protagonista o frango ao molho pardo, servido com acompanhamentos que fazem parte do repertório clássico da culinária mineira, como angu, quiabo e arroz. Com o passar do tempo, o restaurante ganhou o nome Maria das Tranças e passou por diferentes gerações da família.

Uma experiência que começava no quintal

Nos primeiros tempos, a experiência gastronômica tinha uma característica bastante peculiar. Os clientes podiam escolher o frango que seria preparado enquanto aguardavam o longo processo de cozimento.

A espera era acompanhada de conversa, cachaça e rapa de angu, transformando a refeição em uma experiência social muito mais ampla do que simplesmente sentar à mesa para comer. Essa relação entre comida, conversa e hospitalidade é uma das características que ajudam a explicar a permanência da casa na memória gastronômica de Belo Horizonte.

Hospedagem em Belo Horizonte

Veja abaixo algumas opções de hospedagem na belíssima e aconchegante capital mineira. Todas elas já contam com café da manha incluído, ar-condicionado e banheiro privativo.

A primeira opção é o Samba Hotel que conta com várias comodidades. Custando cerca de R$ 140 a diária e muito perto da rodoviária de Belo Horizonte.

A segunda opção é o Ibis Savassi que conta com a credibilidade desta rede incrível. Custando apenas R$ 200 a diária com café da manhã.

A terceira opção é um hotel um pouco mais sofisticado. Trata-se do Dayrell Hotel que conta com quarto grande, banheiro privativo, café da manhã incluído, estacionamento e academia. O melhor é que ele custa apenas cerca de R$ 300 a diária

Por que conhecer bares e restaurantes antigos de BH?

Visitar estabelecimentos tradicionais é uma maneira diferente de conhecer Belo Horizonte. Em vez de observar a história apenas em museus, praças e prédios antigos, o visitante pode descobri-la por meio da gastronomia.

Cada restaurante ou bar possui uma trajetória própria. Alguns nasceram ligados ao comércio e aos antigos meios de transporte; outros acompanharam a expansão da vida boêmia ou ajudaram a popularizar novos hábitos alimentares.

Receitas tradicionais, temperos, molhos e formas de servir podem permanecer praticamente inalterados durante décadas. Isso faz com que determinados pratos se transformem em verdadeiros registros culturais.

Para quem visita Belo Horizonte, incluir esses endereços no roteiro permite conhecer uma dimensão mais cotidiana da cidade. Para os moradores, por sua vez, são oportunidades de reencontrar sabores e histórias que fazem parte da própria identidade belo-horizontina.

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Perguntas frequentes

Qual estabelecimento é reconhecido como a primeira hamburgueria de Minas Gerais?

O Xodó, fundado em 1962, é reconhecido como a primeira hamburgueria de Minas Gerais. Inspirado nas lanchonetes americanas, ajudou a popularizar hambúrgueres e milk-shakes em Belo Horizonte.

Por que conhecer bares e restaurantes antigos é uma forma de conhecer Belo Horizonte?

Porque esses estabelecimentos preservam não apenas receitas e sabores, mas também histórias, costumes, relações sociais e memórias de diferentes períodos da cidade. Ao frequentá-los, moradores e turistas conseguem vivenciar a cultura belo-horizontina de maneira mais próxima e autêntica.

Qual prato é a principal referência gastronômica do Maria das Tranças em BH?

O frango ao molho pardo é o grande destaque da casa. Tradicionalmente servido com arroz, angu e quiabo, o prato está diretamente ligado à história da família que fundou o restaurante e continua sendo uma de suas principais atrações.

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